sexta-feira, 25 de março de 2011

Espírito e Universo

O Espírito no Universo -parte 3 (Leonardo Boff)

Quando  há 15 bilhões de anos tudo começou a partir daquele abismo misterioso e fecundo que os físicos chamam de "vácuo quântico" e que nós preferimos chamar de "Fonte originária", de onde tudo sai e para onde tudo retorna, lá estava o Espírito insuflando movimento e vida.



Quando a matéria e as energias primordiais atingiram alto grau de complexidade, lá estava o Espírito fazendo surgir a vida e, como subcapítulo dela, a vida humana.
Quando se inaugurou uma nova etapa da humanidade com a entrada de Deus em nossa história, lá estava o Espírito vindo sobre Maria de Nazaré, fazendo com que o filho que crescia em suas entranhas se fizesse Filho de Deus.
Quando Deus quis nos dar uma pequena amostra do fim do universo e da vida, lá estava o Espírito removendo as pedras da sepultura e fazendo ressuscitar Jesus dos mortos.
Quando começou a primeira comunidade dos discípulos de Jesus, lá irrompeu o Espírito em línguas de fogo pairando sobre a cabeça das pessoas e fazendo com que todas elas entendessem a mesma mensagem em sua própria língua.

Sempre que decidimos caminhar no bem, com a mente pura e o coração limpo, aí está o Espírito  nos iluminando, inspirando e gritando dentro de nós:
" V e m ."
E nós também, na força que Ele nos dá, lhe respondemos com os braços estendidos:
 " Vem, Espírito Criador, e habita sempre conosco."


EXCURSÃO CULTURAL: PLANETÁRIO ARISTÓTELES ORSINI

Uma das mais fascinantes atrações que a vida nos oferece é poder contemplar um céu totalmente estrelado, e descobrir, pouco a pouco, os segredos que ele contém.
Os alunos dos 6ºs anos do Instituto Madre Mazzarello-SP tiveram essa oportunidade e foram conduzidos por uma viagem pelo espaço e pelo tempo. A intenção foi de apresentar  um pouco do legado de mais de 5 mil  anos de conhecimentos sobre o céu, adquiridos pela mais antiga das ciências, a Astronomia.
Movimento diurno dos astros; movimento dos planetas; constelações zodiacais; esfera celeste e menção de pontos círculos e coordenadas celestes; estrutura básica do Sistema Solar; planetas terrestres e jovianos; sobrevôo planetas -Vênus e Saturno; plutóides - Plutão e Haumea; Cometas; estrelas; distância, cor, nascimento e morte estelar (supernova e buraco negro); a Via-Láctea vista de fora- estrutura, componentes e posição do Sol; principais objetos da Via Láctea, tais como; aglomerados globulares, aglomerados abertos, nebulosas; galáxias- os vários tipos e colisões; cosmologia - surgimento do universo( Big-Bang) e planeta Terra, foram alguns dos tópicos abordados.
A utilização da Astronomia vem se mostrando como um pólo gerador e motivador do aprendizado!  Parabéns à todos pelo empenho !



















                       Profª Ana Maria





sábado, 19 de março de 2011

TERRA VIVA - TERREMOTO JAPÃO 2011



Na escola, aprendemos que a Terra é um dos planetas que giram em torno do Sol, que é uma grande esfera rochosa. Após a primeira viagem ao redor desta esfera pelos astronautas, aprendemos que ela parece azul porque os oceanos, mares e lagos ocupam sete décimos de sua superfície e que está coberta de redemoinhos brancos que são nuvens e que podem formar os chamados furacões. O planeta normalmente parece manso. Contudo, a Terra está VIVA. as placas tectônicas se acomodam drástica e lentamente. O seu interior é muito quente e seu solo é rico em minerais e vegetais. O  mares e oceanos ocupam a maior parte desse território, seus rios abrem caminhos suavemente pela sua superfície, cavando seu leito, formando lagos e cachoeiras, fluindo para o mar.


 Japão, terra do Sol Nascente:



"De tudo ficaram três coisas : a certeza
de que estava sempre começando,
a certeza de que era preciso continuar  e
a certeza de que seria interrompido
antes de terminar.


Fazer da interrupção um caminho novo,
fazer da queda, um passo de dança,
do medo, uma escada, do sonho,
uma ponte, da procura, um encontro".
Fernando Pessoa.




Terremoto do Haiti – 2010


O sismo do Haiti de 2010 foi um terremoto catastrófico que teve seu epicentro a cerca de 25 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe, e foi registrado às 16h 53min 10s do horário local (21h 53min 10s UTC), na terça-feira, 12 de janeiro de 2010. O abalo alcançou a magnitude 7,0 Mw [2] e ocorreu a uma profundidade de 13 km (8,1 mi). O Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou uma série de pelo menos 33 réplicas sismológicas, 14 das quais eram de de magnitude 5,0Mw a 5,9Mw.[3] O Comitê Internacional da Cruz Vermelha estima que cerca de três milhões de pessoas foram afetadas pelo sismo;[4] o Ministro do Interior Haitiano Paul Antoine Bien-Aimé, atecipou em 15 de janeiro que o desastre teria tido como consequência a morte de 100 000 a 200 000 pessoas.

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 Para conviver humanamente, inventamos a economia, a cultura, a ética e a religião. Mas nos últimos séculos o fizemos sob a inspiração da competição de todos com todos. Isso gerou a falta de solidariedade, o individualismo, a acumulação privada e o consumismo irresponsável. O resultado ? Uma solidão aterradora e uma profunda desumanização.
Esse ciclo deve encerrar, caso contrário ele conduzirá a Terra e a humanidade a um impasse sem retorno. O remédio está em nós: a cooperação que gera a comunidade e a participação de todos na construção de um mundo no qual todos possam caber e viver minimanente felizes!


segunda-feira, 7 de março de 2011

Visão ecopedagógica - Gustavo Cherubini



Os currículos escolares, numa visão ecopedagógica, deverão incluir, desde os estudos infantis, não apenas o estudo do ambiente natural, o entorno, os contextos urbanos, mas a história da Terra e do universo. A ecopedagogia nos ensina a olhar o céu.
Gustavo Cherubini, coordenador do programa de ecopedagogia do Instituto Paulo Freire, é um educador muito sensível a esse tema, buscando superar a tradicional dicotomia entre o mundo humano e o não humano. Na convocatória que escreveu para o I Encontro Internacional da Carta da Terra na Perspectiva da Educação, ele  introduziu o tema geral com um texto :

“ O grande espaço universal ocupado pelos corpos celestes é medido por distâncias em anos-luz, tornando tudo ainda mais gigantesco, com proporções inimagináveis que continuamente despertam na humanidade o desejo de decifrar a origem e a totalidade do universo e da vida.
As mesmas dimensões do universo que provocam na humanidade um desejo pelo seu conhecimento que nunca finda também servem para demonstrar o quanto o fenômeno da vida é raro.  Até onde sabemos, dentro da infinidade espacial somente no minúsculo corpo celeste chamado Terra a vida se fez e com uma diversidade que nos fascina e encanta. Foi necessário que o caudaloso rio do tempo transcoresse para que as condições adversas da grande explosão abrandassem e longos processos sucessivos de acomodações e evoluções tivessem início e fim, continuamente, para que as condições invulgares e de delicada textura tornassem possível o milagre da vida na ecosfera, a fina camada que recobre o corpo da Terra.

Na história da humanidade, o século XX é cultuado pelos ocidentais por um período de tempo onde pudéssemos avançar  enquanto seres criadores de obras e objetos técnicos e informacionais, cuja função e finalidade seria de contribuir com o desenvolvimento e o progresso material dos seres humanos. É inegável o avanço proporcionado por processos produtivos e tecnológicos, geradores de produtos e soluções para as questões práticas da vida humana, principalmente as relacionadas aos setores de comunicação, transporte e consumo.
Mas, ao analisarmos detidamente o fim de século com um olhar acurado e sensível de observador interessado nos rumos da humanidade, podemos perceber que os valores universais construídos aos longo dos tempos por diversas culturas e pensamentos-valores e conceitos sobre a paz, a solidariedade e harmonia- há muito deixaram de existir no cotidiano da vida do planeta. É como se a humanidade não levasse em consideração o quanto foi necessário de tempo e de adequação do espaço para que a vida, e toda  espécie de vida, acontecesse no minúsculo corpo celeste chamadoTerra".



 08/03/2011

“Se olharmos para o céu atentamente em uma noite de lua minguante, longe das luzes artificiais dos grandes centros urbanos, poderemos identificar no espaço infinito uma miríade de corpos celestes que estão distribuídos por cerca de um bilhão de galáxias, cada galáxia com bilhões de astros. A fantástica e deslumbrante visão proporcionada pela natureza teve origem na grande explosão de um único corpo celeste, formando o universo que conhecemos e que, segundo os estudiosos, continua em expansão."

Um dia, a vida surgiu na Terra.



A Terra tinha com a vida um cordão umbilical.
 A vida e a Terra. A Terra era grande, e a vida pequena, inicial.




A vida foi crescendo, e a Terra ficando menor, não pequena. Cercada a Terra virou coisa de alguém, não de todos, não-comum. Virou a sorte de alguém e a desgraça de tantos.

Na história, foi tema de revoltas, revoluções, transformações. A Terra e a cerca.


A Terra e o grande proprietário. A Terra e o sem-terra e a morte.






Mas é tanta, é tão grande, tão produtiva, que a cerca treme, os limites se rompem, a história muda e, ao longo do tempo, o momento chega para pensar diferente: a Terra é um bem planetário, não pode ser previlégio de ninguém; é um bem social e não privado; é patrimônio da humanidade e não arma de egoísmo particular de ninguém. É para produzir, gerar alimentos, empregos, viver. É um bem de todos para todos. Esse é o único destino possível para a Terra.

                             ‘ ‘ Herbert de Souza’’ (sociólogo)

08/03/2011